Olá,

Ai, ai, hoje não estou muito inspirada e isso é triste ainda mais pelo fato que o filme resenhado dessa semana será um filme esplendido, vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes (1963), o filme Italiano Il Gattopardo do grande diretor Luchino Visconti (Morte em Veneza). Bom, por ora sem mais.

O Leopardo

(Il Gattopardo)

 

(Sem pôster)

O filme baseado no romance de Giuseppe T. Lampadusa de mesmo nome tem como pano de fundo a Sicília do século 19, ainda dominada pelos Burbons, onde o nobre Príncipe de Salina (Burt Lancaster*) começa a perceber as mudanças que a revolução de Garibaldi iria provocar em toda a estrutura política do país e inclusive na aristocracia da qual fazia parte.

Com o desembarque das tropas garibaldinas no país a ameaça torna-se iminente, e é nesse momento que seu sobrinho, Tancredi (Alain Delon), lhe diz a famosa frase: “É preciso que tudo mude para que tudo continue como está.”. A afirmação ressoa por alguns instantes nos pensamento do Príncipe que logo percebe o quão verdadeira ela é.

Assim, convencendo o tio, Tancredi também participa da luta pela Unificação da Itália (Il Risorgimento, 1860), garantindo a continuidade da família no poder, mas para isso também era preciso garantir status, o que fez casando-se com a bela filha de um latifundiário local (Claudia Cardinale**). Era, enfim, a aristocracia juntando-se à burguesia.

Visconti trabalha cada aspecto e detalhe do filme com maestria e genialidade. A famosa e luxuosa cena do baile reúne todos os elementos do filme de forma harmônica, era o fim de tudo, todos os ideais pelos quais os revolucionários tinham lutado já haviam sido deturpados por alguns deles mesmos, afinal, em toda história sempre fora assim, todos lutava, apenas alguns assumiam o poder, e essa fora a vez dos burgueses.

Toda a tristeza estampada na feição do Príncipe de Salina ao final do baile é apenas uma pequena parcela da decepção dele mesmo e de muitos outros, afinal, mesmo em sua posição de aristocrata ele havia apoiado a revolução, e não só apoiado com também colaborado com ela, é nesse momento que então é demonstrado o que cito acima: o príncipe é aquele luta por certos ideais mesmo não crendo plenamente neles, mas sabe que é o certo a fazer, e seu sobrinho, um revolucionário entusiasta, perde seus motivos assim que o sangue da batalha esfria e se torna justamente aquilo pelo que lutara contra.

(Bom, o que sei são apenas os aspectos do filme, afinal sou uma péssima aluna de história, então me desculpem pelos vários erros graves que devo ter cometido. Continuando...)

As sacadas do filme são extremamente inteligentes, e o humor negro usado para retratar os burgueses, impagável. Mas o maior chamativo do filme é sem dúvida a fotografia (Giuseppe Rotunno), sensacional, impecável. Outros aspectos de grande valor para o filme são, sua direção de arte, luxuosíssima, a trilha sonora fenomenal (que inclui uma valsa inédita de Giuseppe Verdi) e as ótimas atuações.

Resenhar esse filme é uma tarefa um tanto quanto difícil, já que se trata de um período da história do qual não tenho muito conhecimento e é uma mega produção de 185 minutos vencedora de Cannes. Tantos detalhes. Gostaria de descrever todos, mas, como num filme do Kubrick, isso é tarefa para mais de uma semana (ou 1 dia no meu caso). Então fica aqui registrada minha humilde sugestão: Assistam ao filme, prendam-se aos detalhes, aprecie cada segundo desta obra-prima.

Uma Nota?

9,5/10

*Burt Lancaster – O Fantasma da Ópera (1990), A Ilha do Dr. Moreau (1977)

**Claudia Cardinale – Era Uma Vez no Oeste

Bom, fico por aqui e até a próxima quarta quando finalmente trarei a resenha de um filme mais atual.

Desculpem a mediocridade, e até.

OBS: Respondendo a algumas reclamações é preciso desbloquear o “anti-popup” para conseguir comentar.

Beijos *naná*

Escrito por Natascha às 19h53


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Natascha Paschoalique dos Santos, 16 anos.

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Uma breve descrição do meu eu por... eu mesma:

Depois de uma longa jornada na inatividade resolvi retomar o C.M., que sempre foi uma parte muito importante de mim, afinal eu sempre ficava formulando comentários sobre filmes e nunca tinha como expressá-los, a não ser quando passava o tempo com um certo carinha aí, o grande Tio Luiz (também conhecida de algumas maneiras menos carinhosas pelo mesmo motivo: ser o mais velho da turma), mas isso não vem ao caso agora já que isso é uma “descrição”. Então, nos meus 16 anos de vida sempre tive uma paixão, os filmes, desde pequena adorava ficar na frente da tv vendo títulos como “Edward Scissorhands”, que na época era campeão de passar na Globo, lembro de ter medo do filme, afinal não entendia, mas em fim, sempre amei o cinema, o tempo passou eu cresci e passei a assistir “Planet of Apes” diversas vezes até que descobri o que o filme realmente era, uma obra-prima, acho que foi então (mais ou menos aos meus 9 anos) que descobri que era uma cinéfila extremamente viciada. E hoje o quadro não é diferente, e só vem piorando, cada vez fico mais louca por filmes, mas creio que ainda estou num estágio em que isso é saudável (x_x). Bom, creio que meu futuro siga essa estrada, pois pretendo fazer Áudio/Visual ou mesmo Cinema, mas por enquanto isso é apenas diversão, uma brincadeira, uma brincadeira um tanto quanto medíocre posso afirmar, afinal não sou uma escritora, apenas gosto de expressar minha opinião, quem sabe um dia poderei escrever uma resenha descente. Fora minha obsessão pelo cinema ainda sou uma apaixonada por Animes/Mangas/Manwhas, inclusive estou começando usar cosplays nos evento, livros, principalmente os do Stephen King e mais alguns clássicos aí. Posso dizer que gosto de música, mas vivo bem sem ela, com a única exceção das trilhas sonoras, de resto gosto de música clássica, punk-rock, jazz, blues, e mais umas coisinhas aí. O resto é o clichê (extremamente verdadeiro), amo minha família e meus amigos, não gosto muito de sair, mas é só me convidar para o cinema que já estou lá ^^. Bom, como era para ser uma descrição “breve” acho melhor parar por aqui. Beijos *nana*

 

Uma breve descrição de mim por... Luiz Henrique, ou melhor, o Tio Luiz:

Ah, a Natascha...
Seria tão complicado colocar em poucas palavras as muitas historinhas que presenciamos e que passamos juntos durante esse tempo de amizade, que é relativamente curto mas que parece ter vindo de outras vidas. Naquilo que começou lá em outubro de 2004, numa das melhores viagens que se poderia fazer entre amigos, cresceu um sentimento de amizade incrível. E essa é a melhor característica dessa menina aí: é uma das poucas pessoas que conheço no planeta que dá valor real aos amigos, sem precisar recorrer a falsidade, as falsas promessas de amizade eterna. É só olhar que já se pensa: "- Essa aí é diferente". Pelo menos foi o que eu pensei. Tente conhecê-la, e você pensará isso também.

A menina cinéfila, que vive me fazendo inveja com sua coleção destruidoras de DVD's, hoje mora longe daqui. Infelizmente. Porque se ainda aqui estivesse seria como nos velhos tempos, das sextas regadas a cinema e pizza no shopping, dos encontros absurdos para falar besteira na casa de um ou de outro, dos videokês cantando "Borbulhas de Amor", das conversas intermináveis sobre cinema... ah, seria legal. Foi um bom tempo. E o que sempre fica dos tempos que passam? As amizades verdadeiras. E é isso que encontramos na irmã da Nathália, neta da Zélia. Natascha.

E você que lê pergunta: "- Onde ele quer chegar?"

E eu respondo: nem eu sei. Escrevo o que penso, escrevo o que sinto. E nesse momento não penso nem sinto, mas tenho certeza de que o melhor remédio contra qualquer mal do mundo (ou de qualquer outro lugar e/ou motivo) são as boas amizades. As saudáveis. E essa menina tem isso de sobra. Não é necessária mais nenhuma característica. Essa é a maior, e mais louvável. E abençoado seja o dia em que os caminhos desse doente que escreve cruzou com a doente de quem falo.
E ponto final.

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